Na última segunda-feira (17/04) completou-se um ano que o Brasil viu a Constituição ser rasgada e o voto popular de mais de 54 milhões de brasileiros foi jogado no lixo. Por meio de uma manobra encabeçada pelo deputado cassado Eduardo Cunha, atualmente preso e condenado a 15 anos de detenção, a presidenta Dilma Rousseff foi destituída do cargo. O deputado federal Padre João recordou o acontecimento e se manifestou nas redes sociais, enfatizando que o povo brasileiro tem sofrido diariamente as consequências.
“Eu não compactuei com o golpe. Muito pelo contrário. Defendi com bravura a presidenta Dilma, eleita de forma legítima. Pelos movimentos sociais, pela agricultura familiar, pela reforma agrária, pelo povo que foi às ruas exigindo respeito à Constituição, votei não ao impeachment. Inicialmente o golpe foi contra a democracia. Mas a cada dia percebemos que o golpe é contra os direitos trabalhistas e a CLT, contra a aposentadoria, contra os movimentos sociais, contra os programas sociais, contra o povo e a favor do poder econômico”, ponderou o deputado.
Movimentos sociais, artistas, parlamentares de esquerda e coletivos recordaram a data do impeachment da presidenta Dilma e utilizaram a hashtag #DiaDaVergonha. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou reportagem especial sobre o golpe. O site oficial da liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados divulgou edição especial e destacou o enfraquecimento e extinção dos programas pós-impeachment, tais como: Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Ciências Sem Fronteiras e Farmácia Popular.
Reveja o vídeo sobre o posicionamento do deputado Padre João por ocasião da votação do impeachment :




