O ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal afastou, hoje, 05/05/16, por meio de medida de liminar, o presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha do mandato de deputado, e por conseguinte, de presidente da Câmara. O pedido foi feito pelo Procurador Geral da República em 16 de dezembro de 2015. A liminar deve ser julgada pelo plenário do Supremo.
No seu despacho, Teori afirma que Eduardo Cunha tem “utilizando do cargo de Deputado Federal e da função de Presidente da Câmara dos Deputados em interesse próprio e ilícito, qual seja, evitar que as investigações contra si tenham curso e cheguem a bom termo, bem como reiterar as práticas delitivas, com o intuito de obter vantagens indevidas”.
Cunha é réu em três inquéritos no Supremo. É investigado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica. Ele vem agindo em benefício próprio desde longa data. Sua ficha não deixa dúvidas do que ele é capaz. Um tirano que conquistou poder econômico e político e vem prejudicando o país em benefício próprio e de seu grupo político.
Ele faz ameaças, chantageia, persegue, age por vingança, faz manobras regimentais e fez dos órgãos da Câmara sua tropa de choque. Nunca aceita perder. Foi assim com diversas votações no plenário. Um golpista que não respeita a Constituição e nem o regimento da casa. O processo contra ele no Conselho de Ética é o mais longo da história. Já dura seis meses e está longe de terminar.
Padre João por diversas vezes subiu à tribuna da Câmara para pedir o afastamento de Cunha. “Não tem condições morais e éticas para presidir a casa. Mentiu na CPI da Petrobrás dizendo que não tinha contas no exterior. De repente, o Ministério Público da Suíça comprova que ele e família têm contas secretas, dinheiro escondido em paraísos fiscais. Nas delações premiadas, foi denunciado com receptador de propina de 52 milhões de reais. Um corrupto e criminoso mandando no País. Fez um estrago enorme. Prejudicou e retirou direitos do povo brasileiro com seu conservadorismo. Chega de retrocesso. O impeachment da presidenta Dilma é golpe e vingança de política de Cunha. Difícil aceitar e entender a demora do Judiciário em tomar providências”, desabafa Padre João.




