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Terminou o julgamento da Chacina de Unaí

Julgamento da Chacina de Unaí, terminou nesta quarta-feira, 11/11/15, na Justiça Federal em Belo Horizonte. O crime ocorreu em 2004, no município de Unaí/MG, quando quatro fiscais do Ministério do Trabalho que investigavam denúncia de trabalho escravo nas fazendas de Norberto Mânica, irmão do prefeito, Antério Mânica,  foram mortos em uma emboscada.

 

No processo constam nove réus. Três já foram condenados em julgamento ocorrido em 2013: Rógério Rocha, Erinaldo de Vasconcelos e William Miranda pegaram penas que somam 226 anos de prisão. A demora no julgamento levou a prescrição da pena para Humberto Ribeiro dos Santos. Já Francisco Elder Pinheiro, acusado pelo contrato de pistoleiros, morreu há dois anos.

 

No início do mês de novembro, o julgamento dos mandantes do crime foi retomado.  Noberto Mânica foi condenado a 100 anos de prisão e seu irmão, o ex-prefeito de Unaí, Antério Mânica, condenado a 98 anos de prisão, pois já cumpriu parte da pena. Ele sãos os mandantes do crime e conhecidos como reis do feijão na região.

 

José Alberto Castro, acusado de contratar pistoleiros para execução da morte de um dos ficais foi condenado a 96 de prisão. Réu confesso no tribunal de Júri. Hugo Pimenta, empresário que contratou os outros pistoleiros, também foi condenado. Mas devido sua contribuição em delação premiada, pegou 47 anos prisão.

 

Padre João comemorou a decisão do júri. “Até que enfim foi feita a justiça. Demorou. Este crime chocou o país e teve repercussão internacional. Um crime contra o estado brasileiro. Uma afronta à vida e aos poderes constituídos, que mostra a força e a violência do latifúndio no país. Chega de conflitos e morte no campo. E a justiça precisa ser feita, não importa a posição social ou política”, afirma Padre João.

 

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