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Audiência Pública debate tragédia de Bento Rodrigues no distrito de Mariana

O deputado Padre João acompanha e presta solidariedade aos atingidos pela tragédia que devastou Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo, em Mariana, Barra Longa, Santa Cruz do Escalvado e os demais municípios de Minas e Espírito Santo que foram atingidos pelo mar de lama das empresas Vale – BHP Billiton e Samarco.

Padre João apresentou requerimento pedindo a criação de Comissão Externa para apurar as causas da tragédia, bem como acompanhar e cobrar ações reparadoras. Os trabalhos da Comissão começaram dia 16/11, com visitas e Audiência Pública em Mariana, Governador Valadares e Espírito Santo.

Com requerimento de Padre João, Paulo Pimenta e Adelmo Carneiro Leão foi realizada Audiência Pública na Câmara dos Deputados, envolvendo quatro Comissões da Casa. Autoridades foram convidadas, movimentos sociais e atingidos.

“A tragédia tem nome. Tem responsável. O que ocorreu foi crime. Havia indícios de que a barragem apresentava problemas. Não foram tomadas providências. A empresa não tinha nenhum plano de emergência, nem sistema de alarme. Uma vergonha. Uma empresa que lucrou 3 bilhões em 2014, não investe em segurança do dique é porque não quer. Só quer lucros e mais lucros. Não houve investimento em ações preventivas,” afirmou Padre João.

Os representantes do Governo Federal apresentaram as ações que estão sendo feitas para minimizar os impactos sociais e ambientais. O abastecimento público de água já está voltando ao normal em Minas, com captação e tratamento da água, informaram a defesa civil nacional, agencia nacional de água e o Ministério do Meio Ambiente. Há um interesse e compromisso de reconstruir a nova comunidade de Bento Rodrigues. O nível de saúde mental está abalado, com muito choro, susto e medo, mas o ministério da saúde está monitorando ações para minimizar estes efeitos.

As duas empresas controladoras da Samarco, Vale e BHP Billiton tem um histórico negativo na área ambiental e social, afirmou a sub Procuradora da República, Sandra Cureau. A Vale há mais de 70 anos vem acumulando rejeitos volumosos no Brasil, afirmou.

Padre João lamentou que nenhum representante da empresa compareceu à audiência. “Uma falta de respeito. Um descaso total com o poder legislativo, com os atingidos e com a vida. Não vamos parar. Dezenas de pessoas morreram. Comunidades foram destruídas, famílias perderam tudo. O Rio Doce está morto. Os responsáveis tem que ser punidos,” afirmou Padre João.

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