
O deputado Padre João participou de Seminário sobre “Água e Mineração”, em Congonhas, dia 21/11/15. O evento foi uma iniciativa da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, através de seu pároco, Padre Paulo Barbosa e do vigário episcopal da região Oeste da Arquidiocese, Padre Geraldo Francisco Leocádio. Movimentos sociais, sindicais, pastorais sociais, autoridades e lideranças políticas participaram do evento.
O Movimento dos Atingidos por Barragens estava presente e fez um relato sobre a tragédia ocorrida em Mariana, dia 05/11/15, quando a barragem de rejeito de Fundão, se rompeu e devastou a comunidade de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo, no município de Mariana, destruindo parte da cidade de Barra Longa e comunidades do município; Santa Cruz do Escalvado e matando toda a bacia do Rio Doce, em Minas e Espírito Santo, com impactos destrutivos no Oceano Atlântico. Vale, BHP Billiton e Samarco são as responsáveis pela barragem de rejeito em Mariana.
Minas Gerais se tornou um reservatório imenso de lama por causa da mineração. Barragens estão presentes em todo estado. As populações dos municípios mineradores estão com medo. Não existe segurança nenhuma nestes projetos. O risco é iminente. O que fazer? Esta era a pergunta.
Congonhas acendeu a luz amarela. Há preocupações com o risco de rompimento, com a contaminação das águas, sua qualidade e também com a poluição atmosférica. As empresas que ali operam sugam milhões de metros cúbicos de água do lençol freático para lavar e processar o minério, produzindo enormes represas de lama.
O deputado Padre João falou sobre o modelo de desenvolvimento. “Não existe mais respeito à natureza, ao meio ambiente, ao planeta, às gerações futuras. Só pensam no lucro. Temos que pensar alternativas. Minério só dá uma safra. Mesmo explorando estes bens, é preciso pensar outras formas de processamento. Existem tecnologias mais seguras que dispensam até o uso de água. Vivemos sob uma ameaça, uma crise hídrica. Não podemos abusar no consumo deste bem, seja para processar e conduzir em tubos o minério até ao mar. Vamos melhorar a legislação e fiscalização. Mas é preciso que a sociedade esteja atenta, participando, como aqui hoje. Fico feliz com a organização do Comitê para debater, acompanhar, cobrar, denunciar os perigos iminentes que estão em toda parte. Congonhas está de parabéns, através de suas lideranças, padres, sindicatos, movimentos sociais, vereadores e pastorais sociais. Chega! Que tragédias, mortes e destruição não aconteçam mais,” concluiu Padre João.




