
O deputado federal Padre João encaminhou ofício ao Ministério da Justiça solicitando providências para salvaguardar a vida dos índios Guarani-Kaiowá, situados no estado do Mato Grosso do Sul. O documento, protocolado nesta terça-feira, 23, ressalta que cerca de 280 índios foram assassinados nos últimos anos. Fora os casos de suicídio, que têm aumentado a cada dia. E que a demora na demarcação e homologação das terras da tribo tem sido o motivo dos atos de violência. O mesmo ofício foi enviado para a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos.
Decisão da Justiça Federal de Navirai (MS) obriga os índios a saírem de suas terras. Em carta recentemente divulgada, endereçada ao governo e à Justiça, a terrível a sensação de estarem aprisionados num beco sem saída é expressa claramente pelos mesmos: “Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio/extermínio histórico de povo indígena/nativo/autóctone do MS/Brasil, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira”
“É um absurdo a coação pela qual estão passando estes seres humanos. Além de serem brutalmente assassinados por jagunços e pistoleiros, calcula-se que ao menos um indígena se suicida por semana em Mato Grosso do Sul. A FUNAI e a Força Nacional já estiveram no local, mas isto fez com que os ataques se intensificassem. É urgente uma solução em defesa destas vidas”, indignou-se Padre João.




