O Brasil é referência mundial em aleitamento materno, reconhecido pela Organização Pan-Americana de Saúde e pela revista científica britânica The Lancet. Existem atualmente 292 bancos de aleitamento materno do mundo, em 21 países das Américas, Europa e África. Onze milhões de mulheres foram assistidas entre 2008- 2014 em todo mundo. O Brasil possui 213 bancos, representando 72,9% do total.
A rede brasileira de coleta tem 161 postos espalhados em todos os estados. O ministério da saúde repassou 3,2 milhões de reais para custeio do serviço nos últimos quatro anos. O país se tornou referência mundial com esta política e exporta tecnologia para vários países do mundo. Cerca de 2 milhões de recém-nascidos brasileiros foram alimentados com leite materno processado nesta década.
O pioneirismo do Brasil é resultado de políticas integradas e incentivos à amamentação, sobretudo através da lei 11.265/2006 e sua regulamentação pela presidenta Dilma em novembro de 2015, durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
Padre João, presidente da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional do Congresso Nacional comemorou os resultados do Brasil. “Estamos no caminho certo. O país saiu do mapa da fome e agora tem mais este reconhecimento com a alimentação dos recém-nascidos. O leite materno é o primeiro alimento e o mais importante na vida do ser humano. Um avanço! Temos que avançar muito ainda para superação do uso do agrotóxico, para uma alimentação saudável, sem veneno. Produzir de maneira orgânica e agroecológica,” afirmou.
Padre João é autor da lei que instituiu a semana do aleitamento materno no Estado de Minas Gerais. Confira: lei 18796/2010 oriunda do projeto de lei 262/2007.




