Em mais uma Audiência Pública ordinária da CPI da Petrobrás na câmara dos deputados, dia 25/08/2015, o doleiro Alberto Youssef, investigado na Operação Lava Jato, voltou a afirmar que o Senador Aécio Neves foi beneficiado no esquema de corrupção conhecido como Lista de Furnas. O esquema da lista de Furnas desviou 40 milhões de reais e os tucanos, José Serra, Geraldo Alckmim e Aécio Neves receberam a metade deste valor, segundo documentos.
O deputado Padre João, juntamente com o deputado federal Adelmo Carneiro Leão e deputado estadual Rogério Correia, protocoloram na Procuradoria Geral da República, dia 19 de março de 2015, pedido de reabertura de investigação contra o Senador Aécio Neves. Os documentos entregues são: Lista de Furnas, com laudo de autenticidade da polícia técnica federal, um CD contendo a gravação da fala de Youssef afirmando o envolvimento de Aécio e a denúncia da Procuradora Federal, Andrea Bayão, do Rio de Janeiro no processo de desvios de recursos da empresa Baruense em favor de políticos. Recentemente, Padre João e Rogério Correia enviaram ofício à Procuradoria solicitando informações sobre o andamento dos procedimentos.
“Se o procurador achava que não havia provas contra o senador, agora elas existem. Nós apresentamos provas robustas. E mais uma vez, na CPI da Petrobrás, Youssef afirmou que Aécio recebeu propina. Temos confiança no Dr. Janot. O Ministério Público Federal tem que investigar, não importa a cor partidária. É por respeito à sociedade brasileira e pelo espírito republicano da instituição, afirma Padre João.
O Procurador Geral da República denunciou 54 suspeitos junto ao Supremo Tribunal Federal pedindo abertura de inquérito para apuração dos fatos. Na lista constam nomes de diversos deputados de diferentes partidos, como: PP, PMDB, PT, PSDB e PTB.
Nesta semana, dia 20/08, o Procurador denunciou ao Supremo o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e o Senador Fernando Collor de Melo como beneficiários do esquema de corrupção deflagrado na Operação Lava Jato.




