A anemia falciforme é uma doença hereditária que atinge principalmente a população afrodescendente. Ela se caracteriza pela deformação dos glóbulos vermelhos do sangue, que perdem a forma arredondada, tornando-se em forma de foice. Daí o nome falciforme. Ao adquirir este formato, fica difícil a circulação do sangue nos pequenos vasos. Daí aparecem os sintomas, como: dores nas articulações, fadiga, cansaço, palidez, icterícia, infecções graves, feridas nas pernas, joelhos, problemas renais e cardiovasculares.
O teste do pezinho logo nos primeiros dias de vida é fundamental para fazer o diagnóstico. A doença atinge 8% da população afrodescendente do Brasil, mas afeta também brancos e pardos.
A partir de agora, o Ministério da Saúde, vai disponibilizar o serviço terapêutico para tratamento dos pacientes com anemia falciforme por meio de transplantes de medula óssea que será feito pelo SUS. A medida foi publicada no Diário Oficial da União, dia 01/07/2015. O Sistema Nacional de Transplante tem 180 dias para regulamentar os procedimentos.
“É uma grande conquista e esperança para as pessoas que sofrem com a doença. É mais um serviço gratuito prestado pelo SUS. Vai beneficiar os mais pobres, sobretudo os afrodedescendentes, que são as maiores vítimas da doença. É mais qualidade de vida e dignidade para as pessoas, afirma Padre João.




