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Eduardo Cunha perde na CCJC e cassação segue para o plenário

Eduardo Cunha é protagonista de várias façanhas. Nunca o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara teve um processo tão longo. A representação contra Cunha foi feita ao Conselho em 14 de outubro de 2015. São quase nove meses de tramitação. Cunha, como presidente da Casa, usou e abusou de manobras, de chantagem para protelar o processo. Montou uma verdadeira tropa de choque, nas comissões e no Conselho para sua blindagem.

Somente no dia 14 de junho de 2016, o conselho decidiu e votou pela cassação do mandato dele por 11 votos a favor e nove contra. Uma margem apertada. Mesmo assim, como é de seu feitio, Cunha recorreu à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pedindo a anulação da votação pelo Conselho de Ética. Cunha e sua defesa apresentaram doze motivos, erros e vícios do Conselho que anulariam a votação. O processo teria que começar do zero.

O relator do processo na CCJ, Ronaldo Fonseca, acatou apenas um ponto da defesa, mas mesmo assim o processo seria devolvido ao Conselho para que se fizesse nova votação. Depois de muita manobra e vai-e-vem da Comissão, finalmente hoje, dia 14/07/2016, a Comissão rejeitou o parecer de Fonseca por 48 votos a 12. Sendo assim, o processo segue para votação em plenário, que é aberta e deve ocorrer depois do recesso parlamentar, no início de agosto, sendo necessários 257 para que ele seja cassado.

Cunha é réu em dois processos no Supremo Tribunal Federal e alvo de mais onze inquéritos abertos contra ele na corte. E segundo a Procuradoria Geral da República, Cunha figura em trezentos e quarenta atos criminosos.

Padre João comemorou a decisão da Comissão. A petição protocolada no Conselho de Ética foi assinada por ele e mais um grupo de parlamentares. “Ninguém aguenta mais esta novela. Chega. Já passou da hora. Cunha já deveria ter sido cassado e preso. É criminoso e age de má fé. E ainda usa o nome de Deus para justificar suas trapaças. Um blasfemador. Fora Cunha,” finaliza Padre João.

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