
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias, em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens que organizou a Jornada de “1 Ano de Lama e Luta” concluiu a diligência que saiu dia 31/10 de Regência, na foz do Rio Doce, no Estado Espírito Santo, subiu a bacia, passando por dez municípios do Espírito Santo e Minas, chegando a Bento Rodrigues e Paracatu no município de Mariana, dia 05/11/16.
O objetivo da diligência é apurar as violações de direitos humanos em relação ao crime da Samarco/Vale/BHP Billiton quando a barragem de rejeito se rompeu e destruiu Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo, ambos distritos de Mariana e parte de Barra Longa; destruiu a bacia do Rio Doce, com 700 km de extensão, afetando diretamente trinta municípios, 27 em Minas e 03 no Espírito Santo.
A lama matou dezenove pessoas. Até hoje ninguém foi punido, embora o Ministério Público tenha oferecido denúncia contra 22 pessoas físicas e 04 jurídicas.
Segundo Padre João, haverá um relatório de tudo que foi feito pela Comissão e encaminhando aos órgãos competentes para que tomem as devidas providências. As denúncias serão também encaminhadas aos organismos internacionais de defesa de direitos humanos.
“O crime continua acontecendo. A lama continua sendo lançada no Rio Doce pelas empresas criminosas. Pescadores artesanais, agricultores familiares, artesãos não foram reconhecidos como atingidos, numa faixa de 100 km de extensão no litoral do Espírito Santo. Dezenas de comunidades tradicionais tiveram enormes prejuízos e não receberam nada. Além disso, muitas famílias não têm sequer água potável para beber. Prejuízos e descasos. Vamos cobrar reparação dos danos e respeito à dignidade das pessoas. Estamos na luta por justiça,” afirma Padre João.




