Sempre em defesa da agricultura familiar da segurança alimentar e nutricional dos direitos humanos dos negros e indígenas da mulher da criança e do adolescente

AGUAS PARA A VIDA

Desculpe quem me chamou
Virtualmente ainda ontem
Desmontei na cama depois
Das emoções do dia dezoito
Para que tais emoções
Rápido não se desmontem.
Os abraços em família
Aquela do Cristo Jesus
AquEle que nos deu sua vida
AquEle que mataram na cruz,
Estávamos lutando por ter:
Teto, terra, trabalho;
Nessa ordem ou não.
E nesse T T T,
Queremos tanta coisa
E sem água nada acontece
Na terra seca de nossas mentes
Fomos energia, então,
Com a força de nossa prece,
Ao lado de muita água
No mar, no rio, na fonte;
Ajoelhados de pé,
Com muita angús􀆟a, Senhora,
Com muita fome, Senhor,
Para que a dor se desmonte
Fomos pedir água limpa
Pra transformar em amor
Toda água, toda fonte.
Em amor e gra􀆟dão
Às plantas que ainda vivem,
Às árvores que nos dão frutos…
E… à sombra nos abraçamos;
Às águas que nos dão vida;
E por ainda viver;
Após tanta destruição.
Temos, por força do SER…
Ser amor, fé, Gra􀆟dão.
Um “cheiro”

Em que me abraçou;
Sobreviverei da lembrança
De seu abraço e perfume.
E juntarei todos os cheiros
Misturarei todas as cores,
Farei dos cheiros, energia,
Das cores distribuição,,
Na proteção de Yemanjá
De amor, a cada raça
Que compõe nossa Nação.
Agradeço a Cola􀆟na,
Que recebeu Dom Lauro,
Pra juntar o povo querido
Em torno do rio que era doce
Onde me banhei em criança.
Agradeço a todos os bispos
E religiosos presentes
Por não permi􀆟r divisão
Que o torne mais poluído
Que nos destrua a esperança.
Agradeço ao Deus amado
Que nem eu, nem você vê
E é sempre chicoteado
Por quem recebe as bênçãos,
Das preces de nós outros
Os que nos querem alienados;
Recebemos a comunhão
Com todo povão sofrido
E distribuímos amor
Através de rio e mar
Por todos nós poluído,
Pelo progresso feroz,
Pelas necessidades do lar.
De cada um, cada uma,
Que não pode mais esperar,
Pelo que não sabe crescer
Sem a natureza matar.
Eu, entre tod@s, também sei
Temos que nos manifestar.
Pela fé que nos move,
Pelo amor em abraços
Pra que a coragem se renove
No ser humano em cansaço,
Com harmonia entre diferenças
As veias do Nação abertas;
Pedimos a Jesus e Maria,
Oxalá, Anderu, Tupã,

Trazendo nossas ofertas
Na alegria de Iansã e yemanjá
Nessa linda e grande Romaria.
Agora é o momento,
De toda GRATIDÃO:
A Regência e seu povo
Que nos abrigou então.
Às igrejas que lá es􀆟veram,
Orantes em comum união,
Pelo povão cantante,
Pela orante animação.
Pelas pessoas que abracei
AH …isso não sei descrever
Pois é pura emoção.
Mas abracei até deputado,
Será que conto isso ou não?
Abracei o Federal do ES…amém
Mas abracei o Estadual
Lá de MG também.
E em nome deles abraço
A caravana que me convidou:
No padre de Alfredo Chaves
Que a caravana formou;
Manoel é o seu nome
E no CEBI, MAB e MST
Sempre nos inspirou.
Agradeço aos companheiros
De Anchieta e Guarapari
Que se esmeraram em carinho,
Entre nós e com esta aqui;
Que nem sempre é amada
Pois faz muita estrepolia
Mas não poderia perder
Comungar em romaria
Nessa santa procissão
De luta com fé e harmonia.
Então conto pra você os nomes,
De Leleco e Helder Salomão
Escondidos entre o povo
Tiramos até fotografia.
Agradeço a GIlceia,
Da Fé Batista e PT.
Que cuida de dona Daia

Com muito amor, podes crer!
Dormimos em sua casa
Onde ronquei pra valer
E conheci a Patrícia
A Magda e mais gente
E ganhei um prato de plás􀆟co
E muito papo cabeça;
E agradeço a Raquel,
Da fé presbiteriana
A mochila da nossa luta,
E abracei também a
Aquela branquinha escondida
Da querida Fé luterana
De luta da mulherada,
Por amor, nunca esqueça.
E vamos por o pé firme
Na marcha esperada.
Todas mulheres de fibra e fé
Que nem sempre podem estar
No exato lugar da luta
E, por Tereza e Cláudio,
E todos de cada grupo
Abracei com certeza e prosa
Comunguei o meu filho
Com saudade do Chico D’aiuto
Meu compadre querido,
Marchei em lágrimas, às sós
Com amor e amizade
Com a minha comadre Rosa.
AH saudade de nós!
Pela estrada em costelas
Vimos La􀆟 e minifúndios,
Perdidos sem produzir…
Um boi aqui, outro ali,
Pra parecer produ􀆟vo ao mundo.
Vimos secas, cercas e poços artesianos,
Pra filtrar a poluição
Que o rio recebeu

Dos rejeitos lá, de lá
Da mina do Fundão
Que matou os 19
De um só solavanco
Com a lama da destruição
Do rio, do mar, das gentes,
Ao longo do caminho
Que veio dar em Regência
Onde rio e mar se abraçam
Aonde fomos levar carinho;
E muita paciência.
Vou por aqui terminando
Este cordel sem fim,
Dei comida aos passarinhos,
Ao meu cachorro Juninho;
À cadela que me adotou
E que me olha de mansinho.
Fomos ao mar que me faz bem
Mas os beija-flores aos gritos
Reclamam a falta da água
Que re􀆟ro toda noite,
Pois no inverno por aqui,
As casas sempre fechadas,
Sem moradores então,
Acumulam morcegos,
Pra􀆟cando morcegadas,
Bebendo água dos bichinhos
Que não bebem água salgada.
Bom dia, minha gente
Vou agora limpar o chão,
Pois foi limpando a geladeira
Que me veio inspiração
Só mando uma foto
Com Leleco, amigo, deputado, irmão
Pois ainda não recebi
A foto com o Helder Salomão
E vai daqui assim mesmo
Pra todos meu grande abraço,
Estou cheia de amor pra dar,
Mas só através deste cordel
Estou de volta ao meu aconchego
E minha inexperiência
Cheia de poder de amar
E fazer da vida, ciência
Pra deixar pras gerações
Do novo modo de vida,
Muito carinho na luta
Força, coragem e paciência
Com meu abraço de irmã
Aos irmãos, ateus, agnós􀆟cos,
Judeus ou cristãos, de todas as opções
Pedindo que, unidos na fé
Nos lembremos dos már􀆟res
Irmã CLEUSA e Pe./GABRIEL MAIRE,
San􀆟ficado por nós,

Em Jesus, o már􀆟r de Nazaré.
(Graça Andrea􀆩a em 19/062023)
Não se esqueçam: Dia 22, quinta feira
De 18h às 21h Lançamento do meu livro:
O DIÁRIO DE JUNINHO BLEQUE ANDREATTA.

 

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AGUAS PARA A VIDA

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