
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, através de seu presidente, Deputado Federal Padre João, encaminhou ofício ao Procurador Geral da República Rodrigo Janot, 06/02/17, pedindo investigação dos fatos relacionados ao senador Aécio Neves.
Em Audiência Pública da Comissão em 22/11/2016, na Câmara dos Deputados, o jornalista Marco Aurélio Flores Carone disse ter sido perseguido e preso pelo grupo de Aécio Neves. Ele tinha farto material com denúncias envolvendo o atual senador, que na época era governador de Minas. Carone ficou preso durante nove meses, antes das eleições de 2014 e solto logo após as eleições.
O jornalista ofereceu amplo material que comprova o envolvimento de Aécio em fraude na concessão e exploração de nióbio no município de Araxá. A mina é a maior do mundo. O nióbio pode ser utilizado na fabricação de dutos para passagem de petróleo e gás – por ser um elemento anticorrosivo -, componentes de jatos e peças aeroespaciais, automóveis, na fabricação de joias e também em ressonâncias magnéticas. Segundo Carone, há um conluio de Aécio que entregou as reservas sem nenhuma contrapartida para os cofres públicos.
Padre João destacou a gravidade dos fatos em torno de Aécio Neves. “Não é primeira vez que aparecem fatos envolvendo o senador. Só na Lava Jato ele é citado dezenas de vezes. Cobrou propina de 3% na construção da Cidade Administrativa. Na CPI dos correios fraudou documentos do Banco Rural para livrar a própria pele. Construiu aeroporto com dinheiro público em terras da família. Não é possível que a Procuradoria Geral da República não investigue este caso de lesa pátria,” afirmou.




