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Comunidade de Santa Quitéria luta contra desapropriação

Comunidade de Santa Quitéria se mobiliza contra desapropriação desmedida da CSN

Moradores e lideranças comunitárias de Santa Quitéria, em Congonhas (MG), a 80 km de BH, permanecem mobilizados para resistir à desapropriação considerada abusiva promovida pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A situação se agravou com o caso do Sr. João Batista de Paula, que enfrenta uma ação de desapropriação ajuizada pela empresa desde março deste ano.

De acordo com a advogada Isabela Lobo, que defende a família, a Justiça de primeira instância havia negado o pedido de posse imediata do terreno — uma área de 7,6 hectares, rica em água, plantações e criação de animais. No entanto, uma decisão monocrática do Tribunal de Justiça de Minas Gerais reverteu a liminar em tempo recorde, autorizando a retirada imediata da família, sem prazo mínimo para desocupação.

É como se fosse um despejo forçado”, alerta Isabela, destacando a urgência de mobilização social para garantir mais tempo à família.

A comunidade, por sua vez, reforça o sentimento de resistência. Aline Soares Marcos, liderança local, afirma que o bairro está organizado em comitês, movimentos populares e no sindicato para proteger sua história e direitos. “Estamos buscando o reconhecimento como comunidade remanescente de Quilombola, que é uma salvaguarda para Santa Quitéria. Queremos garantir que nossa história seja respeitada e que não sejamos removidos de forma injusta”, enfatiza.

Moradores continuam reunindo documentos, registros históricos e provas de ocupação legítima para fortalecer a luta coletiva e impedir que desapropriações desordenadas avancem, ameaçando o modo de vida e a memória de gerações inteiras. Em nota oficial, a Prefeitura de Congonhas manifestou-se contrária à decisão judicial que autoriza a imissão de posse em favor da CSN Mineração.

Os deputados federal Padre João e estadual Leleco Pimentel que integram o movimento Juntos Para Servir também acompanham de perto o caso e reforçam que permanecerão atentos para apoiar a comunidade e cobrar soluções justas.


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