
Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, foi preso pela Polícia Federal, ontem, dia 19/10/2016, em Brasília. Eduardo Cunha foi um dos idealizadores do impeachment de Dilma Rousseff. Ele foi denunciado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar em 13/10/2015 por quebra de decoro parlamentar, por ter mentido à CPI da Petrobrás dizendo que não tinha contas no exterior. Em 16/10/2015, o Ministério Público da Suíça, confirma, com documentos, a existência de quatro contas de Eduardo Cunha naquele país. Cunha escondeu dinheiro fora do país, fruto de esquema de corrupção.
O processo contra ele no Conselho de Ética foi o mais longo da história. Somente em junho de 2016, foi votado o relatório que pedia a cassação do mandato dele, com placar apertado, 11 a 09. Cunha apelou para a Comissão de Constituição e Justiça, alegando que o processo devia ser anulado, que deveria começar de novo, por questões de ilegalidades e vícios. A Comissão rejeitou os recursos de Cunha por 48 votos contra 12, em 14/07, e manteve a decisão do Conselho de Ética.
Em 12/09/2016, o plenário da Câmara cassou o mandato de Cunha com 450 votos favoráveis. Chega ao fim a era Cunha. Mesmo com toda evidência de corrupção, permanece ainda um mistério. Por que tanto tempo? A prisão de Cunha difere de todas as outras. Não teve cobertura da mídia, nem aparato de guerra. Tudo muito simples. Ele não é perigoso? Suas delações vão ser levadas em conta?
Padre João sempre condenou a parcialidade e partidarização de setores de órgãos de segurança pública. “Que a justiça seja feita para todos, para pessoas e partidos. Chega de seletividade,” desabafa.




