Aconteceu em Brasília, 11 e 12 de agosto, a 5ª Marcha das Margaridas. O movimento reuniu cerca de 100 mil mulheres trabalhadoras rurais, ribeirinhas, quilombolas, indígenas, quebradeiras de coco e de comunidades tradicionais de todo Brasil em busca de seus direitos.
A presidente Dilma, o ex-presidente Lula, ministros e vários deputados participaram do ato. Brasília foi florida pelas Margaridas e suas bandeiras.
A pauta de reivindicação foi entregue ao governo federal pedindo: fim da violência contra as mulheres do campo, direito à terra, à educação, apoio e investimentos para produção orgânica e agroecológica, segurança e soberania alimentar, preservação das águas e das florestas, saúde, geração de trabalho e renda, entre outros.
A pauta legislativa do Congresso Nacional também está na mira das Margaridas. Segunda elas, muitos projetos que tramitam no Congresso ameaçam direitos e favorecem o agronegócio.
“Queremos o fim dos agrotóxicos na produção agrícola. Agrotóxico mata, destrói a vida e o meio ambiente. Nossa luta é pela agroecologia, pela vida,” afirmam.
O deputado Padre João como coordenador do Núcleo Agrário acolheu e participou de várias reuniões com as coordenadoras da marcha. “Nossa luta foi sempre esta. Lutamos pelas mesmas causas. Pela vida, segurança alimentar, superação no uso dos agrotóxicos, pelas sementes crioulas e tradicionais, educação do campo, crédito fundiário, preservação e sustentabilidade do planeta. Somos Margaridas,” afirma.
Não ao golpe. A manifestação na esplanada dos ministérios e na sessão solene do Congresso Nacional teve grito de guerra à ameaça de golpe que ronda o governo da Presidenta Dilma.
“Não vai ter golpe. As Margaridas estão com você, Dilma.”




