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Padre João é contra projeto que reduz Parque Estadual de Ouro Branco

O deputado Padre João participou de Audiência Pública, em Ouro Branco, 02/06/16, promovida pelas Comissões de Direitos Humanos, Assuntos Municipais e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Minas para debater projeto de lei que reduz a área do Parque Estadual Serra do Ouro Branco e outro que o transforma em estação ecológica. Mais de 700 pessoas lotaram o auditório para dizer não ao projeto. Presença de várias autoridades, vereadores, deputados estaduais, secretários do governo municipal e órgãos ambientais do estado.

Pela legislação, estação ecológica tem como finalidade proteger a natureza e a realização de pesquisa científica. Nela é proibida a visitação pública e em caso de pesquisa, precisa de autorização do IEF.

O processo da criação do parque teve início em 2006, quando o deputado Padre João e Laudelino Augusto realizaram a primeira audiência pública da ALMG na cidade para debater a necessidade de criação do mesmo. Durante o evento, os Guardiães da Serra de Ouro entregaram um abaixo assinado com cinco assinaturas pedindo a criação do parque. Foram várias audiências públicas e reuniões realizadas, envolvendo o IEF, Gerdau Açominas, que é dona de grande parte área; prefeitos, vereadores, ambientalistas e lideranças dos municípios de Ouro Branco e Ouro Preto, onde se situa o parque. Finalmente, em 2009, foram publicados os decretos 45.180 que cria o Parque com 7.520 hectares e o decreto 45.179, que cria o Monumento Natural Estadual do Itatiaia, com 3.216 hectares.

O parque é uma conquista do povo de Ouro Branco, de Ouro Preto e do Mandato Coletivo e Participativo do Deputado Padre João. Vai muito além destas fronteiras. Nos últimos anos ele tem sido constantemente ameaçado por interesses econômicos através de projetos para sua alteração e redução. Pelo Projeto de Lei 3.043/2015 que tramita na ALMG, o parque perderá 856 hectares de sua área, ou seja, 11,3% de seu território. Segundo informações, esta área seria entregue para exploração de mineradoras.

Padre João assegurou que não medirá esforços para manter o parque com suas características originais. “Sou contra este projeto. Precisamos é aumentar as áreas de proteção de biodiversidade, das espécies e das águas. O parque de Ouro Branco é tudo isto. Ele assegura o abastecimento de água da cidade e serve de recarga para  importantes rios, como o São Francisco, Rio Doce, através das sub-bacias do Rio Paraopeba, Rio das Velhas e Piranga. É um absurdo reduzir o parque para fins de exploração de minério. O Brasil tem vivido problemas sérios com escassez de água para abastecimento público. Antes era uma questão mais restrita ao Nordeste. Agora é problema do Sudeste, do Sul, de todo país.  O alerta está aí. Precisamos aumentar as áreas protegidas e nunca diminuir”, afirma Padre João.

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