A Comissão Pastoral da Terra, CPT, nasceu em 1975, no Encontro Pastoral da Amazônia, convocado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. São 40 anos de luta. Em pleno regime militar, ousou gritar por liberdade, democracia, justiça social, reforma agrária, pelo fim da violência no campo. Embora seja uma iniciativa da CNBB, a entidade é de caráter ecumênico e dela participam outras igrejas.
Sempre lutou pela defesa do homem do campo, dos trabalhadores rurais, posseiros, bóias frias, extrativistas, sem terra, direitos humanos, agricultura familiar, indígenas, quilombolas, atingidos por barragens, pela produção orgânica e agroecológica e desenvolvimento sustentável.
Segundo o Centro de Documentação Dom Tomás Balduíno, órgão da CPT, nos últimos 30 anos foram assassinados 1.612 trabalhadores rurais, lideranças e apoiadores da causa. Foram registradas ainda cerca de 30 mil ocorrências de conflitos agrários nestas três décadas. Algumas lideranças assassinadas tiveram repercussão internacional, com o caso da Irmã Dorothy Stang, ocorrido em Anapu, estado do Pará, em 2005.
O IV congresso da CPT acontece em Porto Velho, capital de Rondônia, de 12 a 17 de julho de 2015 e conta mil participantes de todo Brasil. Com o tema: Memória, Rebeldia, Esperança dos pobres da terra. Celebram e tiram planejamento de ações para os próximos anos.
Padre João participou do IV Congresso e falou sobre a importância do evento. “Precisamos discutir e avançar nas lutas. E só com povo organizado e consciente que vamos transformar esta sociedade. O Brasil está tendo um retrocesso em direitos já conquistados. Precisamos estar atentos e unidos. Unir movimentos sociais e sociedade civil. Índios, negros, quilombolas, crianças, adolescentes e jovens estão sendo ameaçados por leis absurdas. Defendemos as causas da CPT. Esta tem sido a nossa luta ao longo da atividade parlamentar,” afirmou Padre João.




