Juntos Para Servir em Sessão solene lembra 77 anos da Nakba, tragédia do povo palestino
Os apelos para que o governo brasileiro rompa relações diplomáticas com Israel foram o destaque da sessão solene em homenagem aos 77 anos da Nakba — a tragédia palestina — realizada no plenário da Câmara dos Deputados.
“É preciso cortar todas as relações com Israel: todas. Este é o nosso apelo”, discursou, da tribuna, o deputado federal Padre João (PT), um dos autores do requerimento e responsável por conduzir a sessão.

Também presente ao evento, o reverendíssimo monsenhor rabino Yisroel Dovid Weiss destacou: “Nunca se refiram ao Estado de Israel como Estado Judeu. Chamem-no de Estado Sionista. E as pessoas que o apoiam, de sionistas, não de judeus.”
“Nunca se refiram ao Estado de Israel como Estado Judeu. Chamem-no de Estado Sionista. E as pessoas que o apoiam, de sionistas, não de judeus.”

O embaixador do Estado da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, afirmou esperar que o Brasil esteja sempre à altura de sua tradição de defesa dos direitos humanos, da autodeterminação dos povos, da paz e da justiça.

“É preciso isolar Israel”, defendeu a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Um dos ativistas que participou da Flotilha Liberdade de Gaza, Thiago Ávila, lembrou que “os governos falharam com o povo palestino” desde a década de 40, perpetuando um projeto colonial europeu e um processo de limpeza étnica que persiste até hoje.
Ao encerrar, reforçando os apelos para o rompimento de relações com Israel, Padre João concluiu: “Um grito deve continuar: Palestina livre, do rio ao mar.”
“Um grito deve continuar: Palestina livre, do rio ao mar.”
Também participaram do ato Ahmed Shehada, presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal), e Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal). Ambos denunciaram o clima de genocídio e limpeza étnica vivido pelo povo palestino.
ℹ️ O que é a Nakba?
O termo Nakba significa “catástrofe” em árabe. Refere-se ao processo de limpeza étnica após a partilha da Palestina histórica pela ONU em 1947, que atribuiu 56% do território a um Estado judeu, mesmo com a maioria da população sendo palestina. Em 1948, com a fundação de Israel, mais de 400 aldeias foram destruídas e milhões de palestinos tornaram-se apátridas.




