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Reunião da Comissão Externa do rompimento da barragem de Mariana

Deputado Padre João, como membro da Comissão Externa que acompanha e monitora os desdobramentos do crime ocorrido em Bento Rodrigues, município de Marina, dia 05 de novembro de 2015, quando a barragem de rejeito da Samarco/Vale/BHP Billiton se rompeu, destruindo Bento Rodrigues, Paracatu, no município de Mariana, Barra Longa e várias comunidades do município, além de atingir comunidades de Santa Cruz do Escalvado e Rio Doce. O crime provocou a morte de 19 pessoas e destruiu toda a Bacia do Rio Doce, de Mariana até ao oceano Atlântico, no estado do Espírito Santo.

A reunião contou com a presença do Dr. Leonardo Pereira de Rezende, que representa parte dos atingidos pelo crime ambiental. Segundo ele, os prejuízos foram enormes. Agricultores familiares, pescadores, areeiros e garimpeiros perderam sua fonte de renda. E denunciou que a Samarco se nega a indenizar as pessoas e foge das negociações. A empresa entrou com recurso para não pagar o salário mínimo estabelecido pela justiça.

O acordo celebrado entre o governo federal, através da AGU, dos governos de Minas e Espírito Santo, criando uma fundação para cuidar do assunto, não teve efetividade ainda, pois não foi homologado pelo judiciário. Padre Geraldo Martins, representante da Arquidiocese de Mariana na defesa dos atingidos afirmou que o acordo celebrado é uma peça publicitária.

Padre João lamentou o que vem ocorrendo. “A acordo celebrado não foi homologado pelo judiciário. Precisa ser ajustado. Não levou em conta a voz dos atingidos, nem do Ministério Público. Como celebrar um acordo desprezando uma das partes? Não tem sentido. Vamos propor ajustes, ouvindo os atingidos, seus representantes e o Ministério Público. Muitos atingidos ficaram de fora. A Samarco faz terrorismo e chantagem, ameaçando pessoas com o desemprego. É preciso rever o cadastro. A empresa continua cometendo crime, pois continua lançado lama no Rio Doce. Já denunciamos isto junto aos órgãos competentes pedindo providência,” afirmou Padre João.

O professor e engenheiro da Universidade Federal de Minas Gerais, Aloysio Portugal Maia Saliba, afirmou que existem maneiras mais eficientes de processar o minério, com menos uso de água. Os custos são maiores, mas a segurança é muito maior. Infelizmente, as empresas vão pelo custo mais barato.

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