O procurador geral da república recebeu nesta terça feira, 31/03, em seu gabinete, o Deputado Padre João, juntamente com os deputados federais, Adelmo Carneiro Leão, de Minas Gerais, Pedro Uczai, de Santa Catarina, Fernando Morroni, do Rio Grande do Sul e o deputado estadual Rogério Correia/MG. Os parlamentares entregaram pessoalmente a Rodrigo Janot mais documentos que comprovam o envolvimento de Aécio Neves em escândalos de corrupção.
A agenda foi solicitada por Padre João, através de ofício encaminhado à procuradoria, dia 09/03. Dia 19/03, Padre João, Adelmo e Rogério Correia estiveram na PGR e protocolaram petição pedindo investigação do senador Aécio Neves. A petição foi feita com base em documentos e provas que envolvem o senador no esquema de corrupção conhecido como “Lista de Furnas” que ocorreu em 2002, quando o PSDB recebeu da estatal cerca de 40 milhões de reais, e Aécio Neves disputava o governo de Minas e levou parte destes recursos.
A perícia da Polícia Federal atestou a veracidade da lista de furnas. Ao todo, foram entregues cinco peças documentais, inclusive a denúncia feita pela procuradora federal do Rio de Janeiro, Drª Andrea Bayão Pereira e também cópia de DVD em que o doleiro Alberto Youseff confirma o esquema.
O Sindicato dos Advogados de São Paulo – SASP, em 26/03, também fez representação junto ao Ministério Público Federal pedindo que se instaure imediatamente procedimentos para apuração dos fatos que envolvem o senador na Lista de Furnas, denúncia feita e documentada no âmbito da Operação Lava Jato pelo doleiro Alberto Youseff. Os elementos apontados pelo Sindicato dos Advogados são contundentes e irrefutáveis.
Padre João ficou satisfeito com a reunião e disse que o procurador vai tomar as medidas cabíveis. O processo que corre na Justiça Federal do Rio Janeiro será transferido para a PGR. Em pronunciamento na tribuna da Câmara ele disse que o Ministério Público Federal está no caminho certo. “Temos esperança e confiança no Dr. Rodrigo Janot. Apresentamos provas e pedimos que abra processo de investigação. Investigar não é condenar ninguém. Isto faz parte do estado democrático e de direito. Se a investigação concluir que houve ilícitos, crime, então que seja ofertada a denúncia ao Supremo Tribunal Federal. Simples assim”, afirmou Padre João.




