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O risco dos cigarros eletrônicos

Audiência pública alerta para riscos dos cigarros eletrônicos

Comissão de Direitos Humanos e Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados debatem controle dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) e riscos para jovens.

Convocada pelos deputados do projeto Juntos Para Servir, Padre João (federal) e Leleco Pimentel (estadual) — participação de Anvisa, INCA, UFOP, ACT e organizações da sociedade civil.

A audiência pública — realizada em 7 de outubro — teve como objetivo alertar a sociedade sobre os riscos associados ao consumo de tabaco em suas diversas formas, com ênfase nos cigarros eletrônicos e outros DEFs. Especialistas e representantes de órgãos reguladores destacaram que os dispositivos, com sabores e comunicação visual direcionados ao público jovem, têm se tornado uma porta de entrada para o vício em nicotina.

Participantes:

  • Anvisa (Stefania Piras)
  • ACT Promoção da Saúde (Carolina Barros)
  • Instituto Nacional de Câncer — INCA (André Salem Szklo)
  • Universidade Federal de Ouro Preto — UFOP (Paulo César)
  • Entidades da sociedade civil: Engajamundo, Instituto Eumelanin

Resumo das falas

Padre João:Precisamos manter os avanços e proteger as novas gerações do marketing da indústria do tabaco.”

Leleco Pimentel:Temos responsabilidade pela vida. Essa indústria ganha com a morte e onera o Estado com doenças evitáveis.

Paulo César (UFOP) criticou a narrativa da indústria que chama o produto de “vapor inofensivo” e afirmou que a alegação de redução de danos é enganosa, pois as campanhas miram jovens com sabores, cores e promoções.

Carolina Barros (ACT) lembrou que a desglamourização do cigarro tradicional só ocorreu graças a leis, fiscalização e monitoramento: “o cigarro não é chique: destrói a saúde, envelhece e mata”.

André Salem Szklo (INCA) destacou que a indústria tabagista busca repor usuários mortos e hoje mira adolescentes como público de reposição.

Dados e contexto

  • Usuários de tabaco no mundo: caiu de 1,38 bilhão (2000) para 1,2 bilhão (2024).
  • No Brasil, taxa de fumantes: 9% — mas 1 em cada 5 adultos ainda é dependente de tabaco.
  • Estima-se que mais de 100 milhões de pessoas usem vapes no mundo, incluindo cerca de 15 milhões de adolescentes (13–15 anos).
  • A Anvisa publicou a RDC 855/2024, que mantém diretrizes de controle e proibição de venda de certos DEFs.
  • O Brasil é signatário da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco desde 2003.

 

O debate reforça a necessidade de políticas públicas, fiscalização e medidas de proteção a jovens para evitar retrocessos no controle do tabagismo no país.

Áudio da audiência pública

Ouça a gravação da audiência pública abaixo (áudio anexado).

 



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