Em audiência na ALMG, deputado aponta risco estrutural à educação do campo sem financiamento adequado
A situação das Escolas Família Agrícola (EFAs) em Minas Gerais foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com a presença do deputado federal Padre João (PT-MG), que fez um alerta contundente: sem financiamento adequado, o modelo de educação do campo está sob ameaça real.
O deputado estadual Leleco Pimentel (PT), do projeto Juntos para Servir, foi um dos autores do requerimento da audiência e conduziu os trabalhos.
As EFAs, reconhecidas por sua pedagogia da alternância e pela formação integrada dos jovens do meio rural, dependem diretamente de políticas públicas consistentes — especialmente no que diz respeito à alimentação dos estudantes.

No entanto, o cenário apresentado na audiência é de fragilidade extrema: enquanto o governo federal mantém repasses limitados, o Governo de Minas ainda não formalizou os convênios necessários para garantir a complementação estadual em 2026.
“O que vemos hoje é resistência e compromisso das escolas diante da ausência do Estado”
“É um milagre o que acontece: com tão pouco, ainda se garante uma alimentação minimamente digna”
“Mas milagre não pode ser política pública”
Os depoimentos reforçaram a gravidade da situação:
- “A qualidade da alimentação caiu significativamente”
- “Estamos reduzindo cardápios por falta de recursos”
- “Sem solução, o impacto será direto na permanência dos estudantes”
Padre João destacou que a alimentação escolar, no contexto das EFAs, é ainda mais estratégica do que na rede tradicional, pois está diretamente ligada à permanência dos jovens no campo e à sustentabilidade das comunidades rurais.

“Sem alimentação adequada, não há permanência, não há formação e não há sucessão no campo”
O deputado também reconheceu o papel do estadual Leleco Pimentel na condução do debate em Minas Gerais.
“O deputado Leleco tem sido firme nessa luta dentro da Assembleia, dando visibilidade a uma pauta que é estrutural”
A audiência consolidou a necessidade de ação coordenada entre União, Estado e municípios — uma agenda que vem sendo construída pelo Juntos para Servir, com foco em garantir políticas permanentes para a educação do campo.
“Estamos falando de um modelo que dá certo, mas que precisa ser sustentado por políticas públicas à altura”
Fotos: William Dias/ALMG




