Brasil importa 85% dos fertilizantes que usa — e a guerra no Oriente Médio já cobra seu preço
Escalada militar impacta preços de ureia e amônia; retomada da produção nacional volta ao centro da agenda estratégica do país.
O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo, mas segue dependente do exterior para cerca de 85% dos fertilizantes utilizados no campo. Essa vulnerabilidade estrutural voltou ao centro do debate diante da escalada militar no Oriente Médio — região que concentra parte significativa da oferta global de insumos.
Foto no destaque com o embaixador do Irã, Abdollah Nekounam
O que está em jogo
A ureia é insumo fundamental para os fertilizantes nitrogenados e para a formulação do NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio), base da produção agrícola moderna.
Com o agravamento dos conflitos, o preço do petróleo subiu, impactando diretamente o custo da ureia e da amônia. Para o agronegócio brasileiro, os efeitos são imediatos, pressionando custos de produção.
O desmonte: de Temer a Bolsonaro
A dependência externa foi aprofundada por decisões que reduziram a capacidade produtiva nacional em um setor estratégico, com fechamento de unidades e paralisação de investimentos.
A retomada com o governo Lula
O governo Lula tem adotado medidas para reconstruir a capacidade produtiva nacional e reduzir a dependência externa, recolocando o tema como prioridade estratégica para o país.

Para o deputado federal Padre João (PT-MG), o cenário atual reforça a necessidade de fortalecer a soberania nacional e retomar investimentos estratégicos na produção de fertilizantes no Brasil.
Leia: Embaixador do Irã garante entrega de fertilizantes – AQUI




