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Início » BR-356: reparação não pode expulsar famílias
Padre João cobra prioridade às famílias atingidas na duplicação da BR-356
O deputado federal Padre João (PT-MG) criticou a utilização de recursos do acordo de reparação da tragédia de Mariana para financiar a duplicação da BR-356 sem garantia concreta de proteção às famílias atingidas. A manifestação ocorreu durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), reunindo moradores, movimentos populares e representantes de comunidades tradicionais.
A atividade também integrou as ações do projeto Juntos para Servir, iniciativa construída entre os mandatos de Padre João e do deputado estadual Leleco Pimentel (PT) para atuação conjunta em defesa das populações mineiras.
Participando de Brasília, Padre João questionou os custos da obra e a ausência de informações claras para os moradores que vivem às margens da rodovia.
“R$ 21 milhões por quilômetro? Além do absurdo de não colocar as famílias em primeiro lugar.”
Padre João — deputado federal
Frases da audiência
“Esta duplicação é para encher a boca das mineradoras. E elas não querem saber de projeto, nem de licenciamento ambiental, nem de pobre morando na margem da rodovia. E nós não vamos nos calar.”
“Não somos invasores, temos o registro cartorial e queremos um reassentamento digno.”
“Ninguém é contra a duplicação, mas queremos informações e participar das decisões.”
Recursos da reparação entram no projeto
O consórcio Rota da Liberdade venceu o leilão do lote Ouro Preto-Mariana, com previsão de aproximadamente R$ 5 bilhões em investimentos em uma malha de 190 quilômetros entre Nova Lima e Rio Casca. O contrato prevê a duplicação da BR-356 entre Nova Lima e Mariana entre 2029 e 2032, ao custo estimado de R$ 1,7 bilhão.
Parte dos recursos será retirada do Novo Acordo de Reparação do Rio Doce. Dos R$ 170 bilhões da repactuação, o governo estadual pretende utilizar R$ 2 bilhões em intervenções na BR-356 e nas MGs 262 e 329.
Este fundo é de reparação aos danos causados pelo Crime de Mariana, em 2015.
Para Padre João, é inadmissível que os recursos da reparação avancem sem prioridade às comunidades impactadas.
“Estamos ao lado do deputado Leleco Pimentel nessa luta para garantir transparência, participação popular e respeito às famílias atingidas. Reparação não pode virar cheque em branco para grandes interesses econômicos.”
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