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Ocupações em BH são exemplo

Padre João destaca recursos federais e acompanhamento de projeto de moradia para 88 famílias no centro de BH

Experiência de autogestão transforma imóvel vazio em projeto habitacional; Leleco Pimentel cobra cronograma de obras junto à Caixa e ao Ministério das Cidades

A destinação de recursos federais para a requalificação de um imóvel no centro de Belo Horizonte abre caminho para uma experiência de habitação popular que poderá beneficiar 88 famílias. A proposta prevê a reforma do prédio a partir da autogestão, com participação dos próprios moradores na construção da solução habitacional.

O projeto está inserido em uma política de requalificação que, segundo o material apresentado, reúne um volume de R$ 121 milhões em recursos. A iniciativa recupera um imóvel que, de acordo com representantes do movimento de moradia, permaneceu vazio por mais de dez anos, dando novo sentido a uma estrutura já inserida em uma região com infraestrutura urbana.

Para o deputado federal Padre João (PT-MG), a experiência reúne dois elementos fundamentais: o acesso à moradia e a participação popular na construção da política habitacional. Ao mesmo tempo, ele defende que o processo seja acompanhado para que os avanços possam se consolidar.

Ao mesmo tempo em que celebramos esse avanço, precisamos acompanhar cada etapa do processo para que essa experiência se consolide e possa servir de referência para outras iniciativas de habitação popular.”

— Padre João, deputado federal (PT-MG)

Recursos precisam chegar à obra

O acompanhamento da execução ganhou força com o requerimento apresentado pelo deputado estadual Leleco Pimentel, que solicita informações sobre o andamento do projeto e a apresentação do cronograma das obras pela Caixa Econômica Federal, em conjunto com o Ministério das Cidades.

A medida busca dar transparência às etapas da reforma e permitir que os órgãos públicos, os movimentos de moradia e as famílias beneficiárias acompanhem a execução do projeto.

“O acompanhamento é fundamental para que os recursos destinados à moradia cheguem efetivamente às famílias. Precisamos saber quais são as etapas, os prazos e o cronograma das obras.”

— Leleco Pimentel, deputado estadual (PT-MG)

Para Padre João, o acompanhamento é parte da própria construção de uma política pública capaz de produzir resultados concretos. O objetivo é garantir que os recursos destinados à requalificação avancem até a execução e a entrega das moradias.

Autogestão e direito à cidade

A autogestão é um dos principais elementos da experiência. O modelo permite que os futuros moradores participem das decisões sobre a habitação, fortalecendo o caráter coletivo do projeto.

“O governo federal está garantindo os recursos para um processo autogestionário, em que as próprias famílias participam da construção da solução para sua moradia.”

— Antônia de Pádua

Carla Monteiro França, do Vicariato Episcopal para Ação Social, Política e Ambiental (VEASPAM), destaca que a participação dos moradores está associada também à localização do empreendimento.

“A autogestão é fundamental porque permite que os próprios moradores participem das decisões sobre a moradia. E morar no centro significa estar perto do trabalho e dos serviços que a cidade oferece.”

— Carla Monteiro França, VEASPAM

A utilização de um imóvel em área central também coloca em debate o direito à cidade e a possibilidade de garantir moradia para famílias de baixa renda em regiões que já contam com infraestrutura e serviços.

“Pobre pode morar no Centro, sim!”

— Maria Elci dos Santos Alves (Piquitita)

Função social e direito à moradia

A transformação do imóvel em habitação também é apresentada como uma forma de dar cumprimento à função social da propriedade.

“Estamos falando de um prédio que permaneceu vazio por mais de dez anos. Recuperá-lo para a moradia é fazer cumprir a função social da propriedade.”

— Maria Eliseth, movimento de luta pela moradia

Neusinha Santos, ex-vereadora de BH, reforça a importância de utilizar a infraestrutura já existente na região central para atender à demanda habitacional.

“A moradia é uma necessidade fundamental e essencial. Os recursos do governo federal são importantes, e morar no centro permite aproveitar uma infraestrutura que já existe, como saneamento, telefonia e outros serviços.”

— Neusinha Santos

A iniciativa também foi relacionada à história de resistência da população negra e à luta por reparação.

“Essa luta também representa uma reparação com o povo negro e expressa uma história de resistência e de luta por direitos.”

— Nanci Ramos de Menezes, Pastoral Afro-Brasileira

Financiamento permanente da moradia popular

O debate sobre a experiência também envolve os instrumentos permanentes de financiamento da habitação de interesse social. Frei Gilvander chama atenção para a necessidade de fortalecer mecanismos já existentes.

O Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social já é uma conquista prevista na Constituição de 1988 e instituída em lei. O desafio é garantir que esse instrumento seja efetivamente fortalecido e utilizado para assegurar recursos permanentes para a moradia popular.”

— Frei Gilvander

Uma experiência que precisa avançar

A experiência reúne recursos públicos, autogestão, recuperação de imóvel vazio e participação dos movimentos sociais. Para as 88 famílias envolvidas, entretanto, o resultado concreto depende agora do avanço das obras.

Por isso, o acompanhamento do cronograma assume papel central. A apresentação das etapas e dos prazos pela Caixa Econômica Federal e pelo Ministério das Cidades permitirá verificar a evolução da reforma e acompanhar a aplicação dos recursos.

Para Padre João, o desafio é fazer com que a experiência avance e possa demonstrar, na prática, que a recuperação de imóveis vazios e a participação popular podem integrar uma política de habitação capaz de garantir o direito à cidade.

Mais do que celebrar a conquista dos recursos, é preciso acompanhar sua execução. O objetivo final é que o projeto avance, as obras sejam realizadas e as 88 famílias tenham acesso à moradia digna.

Juntos Para Servir

O trabalho dos deputados Padre João e Leleco Pimentel é articulado no Juntos Para Servir, iniciativa que integra atuação parlamentar, participação popular e defesa de políticas públicas voltadas para a garantia de direitos.

Nota de Transparência

Este conteúdo foi elaborado com apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas na organização, redação e revisão do material. As informações e declarações foram baseadas no conteúdo fornecido pela assessoria, cabendo à equipe responsável a conferência, validação e publicação das informações.

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